Política & Mundo
Ato em Brasília protesta contra invasão dos EUA na Venezuela e captura de Maduro
Redação
6 de janeiro de 2026

Donald Trump anunciou no sábado, 3 de janeiro de 2026, que os Estados Unidos realizaram uma operação militar contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que Trump ordenou a captura na noite de sexta-feira, 2 de janeiro, com a operação sendo executada na madrugada de sábado.
Na segunda-feira, 5 de janeiro, cerca de 100 manifestantes se reuniram em frente ao Museu Nacional em Brasília, convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), para protestar contra a ação militar norte-americana. Sob chuva, os participantes gritaram "Maduro livre" e associaram a investida dos EUA ao interesse pelo petróleo venezuelano. Os manifestantes ocuparam duas faixas do Eixo Monumental e seguiram para a embaixada dos Estados Unidos.
A operação militar envolveu ataques a quatro alvos na Venezuela com 150 caças e bombardeiros, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas para capturar Maduro em uma missão que durou cerca de duas horas e vinte minutos.
Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração da Venezuela até que uma transição política fosse definida, concentrando suas declarações na exploração e venda do petróleo venezuelano. Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente Delcy Rodríguez, mas Trump declarou que o secretário de Estado Marco Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado, Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. "Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país", declarou Rodríguez.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU. Trump diz que isso é desnecessário. Também existem dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA, já que a operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso norte-americano. Rubio declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação da reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação. Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA, mas não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela. A vice-presidente Rodríguez afirmou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
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