Cultura & Sociedade
Cerveja e vinho podem conter metanol e provocar intoxicação
Redação
2 de outubro de 2025
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Investigações recentes despertaram um alerta para consumidores: cervejas e vinhos poderiam estar contaminados por metanol, uma substância altamente tóxica. O tema ganhou repercussão após mortes suspeitas atribuídas a bebidas adulteradas em São Paulo — até agora, 22 casos estão sob análise, com cinco confirmações.
Embora os incidentes inicialmente envolvam destilados (como vodca e cachaça), a preocupação se estende a outras categorias alcoólicas. O metanol pode surgir de forma natural durante a fermentação, por meio da decomposição de pectina — presente em frutas como uvas, maçãs e ameixas —, processo que, em veículos controlados, mantêm os níveis dentro de padrões seguros.
As legislações brasileiras permitem concentrações específicas de metanol: vinhos tintos até 400 mg por litro, vinhos brancos e rosés até 300 mg/L. Na cerveja, valores típicos ficam entre 6 e 27 mg por litro, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, quantias consideradas seguras para consumo humano habitual.
O perigo real se manifesta quando há adulteração criminosa: produtores clandestinos podem adicionar metanol a bebidas para aumentar o volume de álcool aparente. Por ser incolor e ter sabor próximo ao etanol, sua presença é difícil de detectar sensorialmente.
Os efeitos da ingestão de metanol são graves. No organismo, ele se converte em formaldeído e ácido fórmico, compostos que atacam o sistema nervoso central e os nervos ópticos. Casos extremos podem levar à cegueira, convulsões ou morte.
Não há método caseiro confiável para diferenciar bebidas contaminadas. Especialistas recomendam cautela: evitar bebidas vendidas por preços muito baixos ou em locais informais, conferir selo fiscal e optar por marcas reconhecidas. As autoridades também reforçam a fiscalização e criaram canais de denúncia.
Este alerta serve como lembrete de que qualidade e procedência importam. Mesmo bebidas consideradas comuns, como cerveja e vinho, podem representar risco se produzidas ou distribuídas fora dos controles sanitários exigidos.




