Negócios & Transformação
Consumo em supermercados cresce 4% em julho, impulsionado por melhora no mercado de trabalho
Redação
22 de agosto de 2025

O setor supermercadista brasileiro registrou um crescimento robusto de 4% no consumo em julho de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Este desempenho positivo reflete um movimento sustentado pela significativa melhora da renda e do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego recuando para 5,8% no trimestre encerrado em junho - o menor nível desde 2012, contra 6,9% no mesmo período de 2024.
Os dados, deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, mostram também um crescimento de 2,4% em relação a junho e uma elevação de 2,6% no acumulado do ano até julho. O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, destacou que "o crescimento interanual de 4% reflete um movimento sustentado pela melhora da renda e do mercado de trabalho", acrescentando que, no recorte mensal, julho costuma apresentar retração por causa das férias escolares, mas este ano esse efeito foi menos intenso.
Um indicador particularmente relevante para o cenário econômico é que a diminuição das pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família em julho - quase 1 milhão de famílias deixaram de receber o benefício - não causou a redução do consumo das famílias. Foram destinados R$ 13,16 bilhões a 19,6 milhões de beneficiários, contra R$ 14,2 bilhões pagos a 20,83 milhões em julho de 2024. Milan enfatizou que "o menor volume de recursos destinados ao programa de transferência de renda indica que as famílias que passaram a se sustentar apenas com a renda do trabalho mantiveram a autonomia financeira e ainda fortaleceram o seu poder de compra no varejo alimentar".
Paralelamente ao aumento do consumo, a cesta de 12 produtos básicos da Abras recuou 0,44% em julho na comparação com junho, com o preço médio nacional caindo de R$ 353,42 para R$ 351,88. Seis itens registraram retração significativa: arroz (2,89%), feijão (2,29%), café torrado e moído (1,01%), queijo muçarela (0,91%), macarrão sêmola de espaguete (0,59%) e farinha de trigo (0,37%), enquanto apenas açúcar refinado (0,63%) e óleo de soja (0,46%) apresentaram aumentos.
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