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Cultura & Sociedade

Crime brutal na Coreia do Sul: homem condenado a 25 anos por matar esposa grávida que recusou sexo

Redação

26 de setembro de 2025

Na calada da noite de 13 de março, em um apartamento no distrito de Gangseo, em Seul, um homem de 35 anos apertou as mãos ao redor do pescoço de sua esposa enquanto ela repousava na cama. A vítima, grávida nos primeiros meses de gestação, havia se casado com o agressor apenas três meses antes, em uma união que rapidamente se transformou em pesadelo. O crime brutal expõe as profundas fissuras na dinâmica conjugal quando a recusa sexual se torna motivo para violência fatal.


O Tribunal Distrital do Sul de Seul, presidido pelo juiz Jang Chan, sentenciou o acusado, identificado apenas pelo sobrenome Seo, a 25 anos de prisão por assassinato. A corte rejeitou o pedido de liberdade condicional feito pelos promotores, reconhecendo a gravidade extrema do crime. "O réu brutalmente matou o cônjuge que havia prometido estar com ele para a vida, em uma casa que deveria ser o lugar mais pacífico", afirmou o tribunal em sua decisão, destacando o caráter particularmente hediondo do homicídio ocorrido no espaço doméstico.


Investigadores descobriram que Seo pressionava repetidamente a esposa por relações sexuais, mesmo enquanto ela se submetia a tratamento hospitalar após sofrer um aborto espontâneo. A insistência obsessiva do marido revela um padrão de controle e violência psicológica que antecedeu o desfecho fatal. A vítima, em janeiro, havia expressado seu desejo de divórcio, confessando a amigos seu arrependimento pelo casamento devido às "exigências excessivas" do companheiro.


O comportamento do agressor após o crime acrescenta camadas de perversidade à história: Seo atuou como principal enlutado no funeral da esposa que ele mesmo assassinara, performando o luto público enquanto ocultava sua culpa. A corte ressaltou que "as tentativas do réu de minimizar e ocultar seu crime apenas aprofundaram o sofrimento da família", evidenciando a dupla violência do ato em si e da posterior dissimulação.


O caso ilustra como a violência de gênero pode escalar rapidamente quando a autonomia corporal da mulher é desrespeitada dentro do relacionamento. A recusa sexual, um direito básico, transformou-se em sentença de morte para uma jovem grávida, revelando o extremo ao qual pode chegar a cultura do entitlement masculino sobre o corpo feminino. A raiva do agressor foi alimentada ao descobrir que a esposa confidenciara a amigos seu arrependimento pelo matrimônio.

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