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Política & Mundo

Crise política na França: primeiro-ministro renuncia após apenas um dia de governo

Redação

6 de outubro de 2025

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, apresentou nesta segunda-feira sua renúncia ao presidente Emmanuel Macron, menos de um mês após assumir o cargo e apenas um dia depois de anunciar a nova composição de seu gabinete. A decisão, confirmada pelo Palácio do Eliseu, aprofunda a instabilidade política no país e representa mais um revés significativo para Macron, que enfrenta dificuldades para manter uma maioria parlamentar sólida e governar de forma estável.


A queda de Lecornu foi precipitada por críticas intensas vindas tanto da oposição quanto de setores da direita que teoricamente deveriam sustentar o governo. Sua escolha de ministros havia sido defendida no domingo como uma tentativa de formar um Executivo representativo da base parlamentar existente. No entanto, essa estratégia não foi suficiente para conter a pressão política e a percepção generalizada de fragilidade.


Com a saída de Lecornu, Macron chega ao sétimo primeiro-ministro de seu mandato, acumulando quatro baixas em menos de um ano — Gabriel Attal em setembro de 2024, Michel Barnier em dezembro do mesmo ano e François Bayrou há poucas semanas. O ciclo acelerado de mudanças no comando do governo reforça a imagem de esgotamento político do atual presidente, que não dispõe de maioria estável na Assembleia Nacional desde as eleições legislativas de 2022.


A oposição interpretou a renúncia como um sinal de que Macron perdeu capacidade de articulação e de que o país necessita de um novo ciclo político. Jordan Bardella, líder da Agrupação Nacional, defendeu que a única forma de recuperar a estabilidade é convocar eleições legislativas antecipadas. Do lado esquerdo, Mathilde Panot, da França Insubmissa, afirmou que o presidente “deve ir-se” após a sucessão de fracassos, enquanto Jean-Luc Mélenchon cobrou a análise imediata da moção de destituição apresentada contra Macron no Parlamento.


Mesmo aliados tradicionais demonstraram insatisfação. O partido Os Republicanos, principal força de centro-direita, criticou duramente a composição do novo gabinete, vista como distante da “ruptura” prometida pelo governo. Bruno Retailleau, líder da legenda e atual ministro do Interior interino, alertou que o Executivo não incorporou mudanças estruturais capazes de restabelecer a confiança política.



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