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Erro de comunicação causa tiroteio perto do palácio presidencial venezuelano em meio à crise pós-captura de Maduro
Redação
6 de janeiro de 2026

Uma falha de comunicação entre forças de segurança venezuelanas causou um tiroteio nas proximidades do Palácio de Miraflores, em Caracas, na noite de segunda-feira, 5 de janeiro de 2026. O episódio ocorre cerca de dois dias após a captura do presidente do país, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
O caso ocorreu após drones do Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses (CICPC) sobrevoarem a região sem o conhecimento do Palácio de Miraflores e serem erroneamente identificados pelas forças de segurança como uma ameaça, em meio às altas tensões enfrentadas pelo país. Em imagens feitas por moradores e que circulam nas redes sociais, é possível ouvir o som de diversos disparos, além de explosões, na região central da capital.
Segundo informações da agência de notícias AFP, uma fonte do governo informou que a situação está sob controle.
Em entrevista à emissora norte-americana NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os norte-americanos não estão em guerra com a Venezuela, mas em conflito com o tráfico de drogas. Embora o governo tenha destacado que não pretende realizar novos ataques ao país, o republicano ressaltou que poderá autorizar uma nova ação militar caso a presidente interina, Delcy Rodríguez, deixe de cooperar.
A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro ocorreu na madrugada de sábado, 3, e foi realizada por equipes da Delta Force, uma tropa de elite do Exército dos Estados Unidos. A ação foi anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump por meio da rede social Truth Social. "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso uma operação de grande escala contra a Venezuela, e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea", escreveu Trump.
A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina da Venezuela por decisão do Tribunal Supremo de Justiça do país.
Nesta segunda-feira, 5, Maduro e a esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes diante da Justiça dos Estados Unidos. Em sua fala, o líder venezuelano afirmou ser um "prisioneiro de guerra". "Eu sou inocente. Sou um homem decente. Sou um presidente", disse.
De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Maduro é acusado de conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para a posse de armas de uso restrito destinadas ao narcotráfico. Em imagens divulgadas pela imprensa norte-americana, é possível vê-lo com algemas nos tornozelos e utilizando fones de ouvido. Uma nova audiência foi marcada para o dia 17 de março, quando ele e Cilia Flores devem prestar depoimento.
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