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Cultura & Sociedade

Mãe aos 58 anos: Uma história de esperança e medicina moderna

Redação

2 de outubro de 2025

Aos 58 anos, Lilian Chan Lai-lai deu à luz sua segunda filha, desafiando os limites tradicionalmente impostos pela biologia e mostrando como os avanços da medicina reprodutiva estão transformando conceitos de idade e maternidade em escala global. O nascimento ocorreu em 22 de agosto, após dois ciclos de fertilização in vitro realizados em Taiwan e um acompanhamento médico intensivo para sustentar a gestação. O caso de Chan exemplifica uma tendência crescente em diferentes partes do mundo: mulheres que, por escolha ou circunstância, decidem ter filhos em idades mais avançadas, contando com tecnologias médicas cada vez mais sofisticadas.


Chan teve sua primeira filha aos 53 anos, mas manteve o desejo de ampliar a família ao lado do marido, Brian Wong Chak-fung, também de 58 anos. Treinadora de Muay Thai infantil em meio período, ela sempre conviveu com crianças e juventude, o que ajudou a manter sua disposição para enfrentar os desafios físicos e emocionais de uma gravidez tardia. Sua trajetória ilustra como o desejo de formar uma família está se adaptando a novas realidades sociais e científicas: pessoas vivendo mais, adiando a parentalidade por razões profissionais e utilizando técnicas de reprodução assistida para tornar isso possível.


O nascimento da filha mais nova, Gia Wong Hay-kiu, ocorre em um momento em que sociedades em todo o mundo estão reavaliando noções de “idade ideal” para ter filhos. Em muitos países, especialmente desenvolvidos, o número de nascimentos entre mulheres acima de 40 anos cresce de forma constante, impulsionado por fertilização in vitro, preservação de óvulos e tratamentos hormonais. Casos como o de Chan refletem uma mudança cultural significativa: a maternidade tardia, antes rara e cercada de estigma, torna-se uma possibilidade concreta para grupos cada vez mais amplos.


A história de Chan também toca em questões sociais mais amplas. À medida que os avanços médicos permitem adiar a maternidade, governos e sistemas de saúde enfrentam novos desafios éticos, econômicos e demográficos — desde o custo dos tratamentos até o impacto no planejamento familiar e na expectativa de vida. Para muitas famílias, como a de Chan, essas tecnologias representam mais do que um procedimento médico: significam a realização de sonhos pessoais que antes pareciam inalcançáveis.


“Agora minha família está completa”, disse Wong, resumindo em poucas palavras uma jornada que combina persistência individual, inovação científica e transformações sociais profundas. A experiência de Chan ecoa em diferentes países, onde cada vez mais pessoas desafiam convenções tradicionais sobre tempo biológico, maternidade e envelhecimento.

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