Cultura & Sociedade
Metanol na Grande São Paulo: a terceira morte e o alerta sobre bebidas adulteradas
Redação
30 de setembro de 2025

Um homem de 45 anos morreu no sábado após ser atendido em hospital particular, tornando-se a terceira vítima fatal na Grande São Paulo por suspeita de consumo de bebidas contaminadas por metanol. A confirmação veio da Prefeitura de São Bernardo do Campo nesta segunda-feira, revelando um padrão preocupante que já havia ceifado outra vida na mesma cidade em 24 de setembro e um terceiro óbito na capital paulista. O Instituto Médico Legal investiga se a contaminação pelo metanol foi realmente a causa dessas mortes, enquanto as autoridades de saúde intensificam o monitoramento diante do cenário de intoxicação que se espalha pela região metropolitana.
Enquanto São Bernardo do Campo enfrenta seu segundo caso fatal, a capital paulista registrou a morte de um homem de 54 anos da região da Mooca no dia 15 deste mês, elevando para três o número de óbitos suspeitos na região. A Coordenadoria de Vigilância em Saúde da cidade de São Paulo emitiu nota afirmando que está acompanhando de perto a situação, com os profissionais do Centro de Controle de Intoxicações orientados a reconhecer sinais e sintomas específicos para garantir diagnósticos e tratamentos rápidos, além da notificação imediata de casos suspeitos.
Os números revelam uma dimensão mais ampla do problema: apenas na cidade de São Paulo, foram registrados 14 casos suspeitos de intoxicação por metanol após o consumo de bebida adulterada somente este ano. A repetição de casos em diferentes municípios da Grande São Paulo sugere não episódios isolados, mas sim uma contaminação que pode estar atingindo estabelecimentos ou fornecedores em toda a região metropolitana, colocando em risco consumidores que não suspeitam do perigo contido em suas bebidas.
A gravidade da situação levou as prefeituras a adotarem medidas emergenciais, com equipes médicas sendo treinadas para identificar rapidamente os sintomas da intoxicação por metanol, substância que pode causar desde problemas visuais até a morte quando consumida em quantidades significativas. A necessidade de diagnósticos precoces tornou-se crucial diante da velocidade com que a contaminação pode levar a complicações severas, exigindo que hospitais e postos de saúde estejam preparados para reconhecer e tratar esses casos com urgência.
O fato de as mortes terem ocorrido em diferentes datas e locais – um homem em hospital particular no sábado, outro em hospital de urgência em 24 de setembro, e o terceiro na capital paulista no dia 15 – indica que o problema persiste há pelo menos duas semanas, com vítimas sendo atendidas em diferentes tipos de estabelecimentos de saúde. Essa dispersão temporal e geográfica sugere que a fonte de contaminação pode não estar concentrada em um único ponto, mas sim distribuída por diferentes canais de comercialização de bebidas na região.
A investigação do Instituto Médico Legal sobre a real causa das mortes em São Bernardo do Campo representa um passo fundamental para compreender a extensão do problema e identificar padrões que possam levar às fontes de contaminação. Enquanto aguardam os resultados definitivos, as autoridades mantêm o alerta sobre o consumo de bebidas potencialmente adulteradas, em um cenário que já levou à morte de três pessoas e colocou pelo menos outras onze em situação de risco na Grande São Paulo somente neste mês de setembro.
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