Política & Mundo
Presidente eleito do Chile propõe corredor humanitário e projeta transição na Venezuela
Redação
8 de janeiro de 2026

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, propôs ao presidente interino do Peru, José Jerí, a criação de um "corredor humanitário" para migrantes irregulares, com apoio de países vizinhos, como possível solução para a crise migratória e de segurança que afeta ambas as nações. A proposta foi apresentada durante visita oficial a Lima, ainda que Kast tenha esclarecido que não lhe compete formalizar acordos antes de assumir a presidência em 11 de março, limitando-se a apresentar as inquietações existentes sobre o tema.
Em paralelo às discussões migratórias, o líder chileno expressou confiança de que a transição política na Venezuela, iniciada após a captura de Nicolás Maduro em operação militar dos Estados Unidos, permitirá a reabertura do espaço aéreo venezolano para voos comerciais. Kast afirmou estar em diálogo para buscar uma "saída humanitaria" para os venezuelanos que foram forçados a deixar seu país e desejam retornar, declarando que "esperamos que outros países possam repensar suas posturas e colaborar" no processo de retorno.
A posição de Kast sobre migração mantém linha dura, reiterando que migrantes irregulares têm 63 dias para deixar o Chile e que novos ingressantes devem fazê-lo "como corresponde", com documentação regular. No entanto, o presidente eleito diverge com o atual mandatário Gabriel Boric quanto à reação chilena diante da detenção de Maduro, que enfrenta acusações de narcoterrorismo nos Estados Unidos, argumentando que a violação de direitos humanos dos migrantes forçados exige ação concreta para proteger tanto as pessoas quanto os países receptores.
Em relação às relações regionais, Kast negou ter conversado com o presidente colombiano Gustavo Petro, mas expressou esperança de que este compreenda a magnitude do êxodo de mais de oito milhões de venezolanos. O mandatário eleito qualificou como "muito boas" as reuniões com José Jerí e manifestou desejo de retomar os Gabinetes Binacionais suspensos desde 2021, além de impulsionar investimentos e comércio em zonas fronteiriças como Arica e Tacna, concluindo que "esperamos que sejam os melhores anos de relações bilaterais com o Perú".




