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Esportes

Júlio Augusto

colunista em O FLUXO

O Primeiro Choque do Trovão de 2026 aconteceu, mas não pode ser a única esperança da temporada azulina.

20 de janeiro de 2026

Na partida que abriu a temporada do futebol estadual, pouco mais de 25 mil remistas acompanhavam, com ansiedade, as novas peças do Clube do Remo para uma maratona inédita e alucinante de Série A, Campeonato Paraense e Copas, mas uma dessas novidades era aguardada de forma especial.


Há não muito tempo atrás, a mídia acompanhou as únicas 2 semanas de pré-temporada azulina, com renovações, chegadas, um novo treinador com bastante identidade e mistérios no elenco. Não foi à toa o ar de mistério, contratações treinavam junto aos novos companheiros e dias depois vinham a ser anunciados. Juan Carlos Osório afirmou em sua apresentação que, com 10 sessões de treinamento, os atletas já saberiam um pouco da “cara” que ele daria ao time.


De fato, a nova cara foi visível em diferentes momentos da partida: escanteios curtos tentando trabalhar a bola quando o Remo atacava, e 3 jogadores de ataque posicionados fora da área quando o Remo defendia os escanteios, preparados para a roubada da bola e ataques de transição em velocidade. O resultado, no entanto, passou longe de encantar a todos os presentes.


Até o começo da segunda etapa, via-se erros de passe, tentativas em excesso de cruzamentos na área e uma defesa exposta nas disparadas do ataque do Águia; a melhora veio apenas depois dos primeiros 45 minutos. Sob muitos aplausos e incentivo do torcedor Remista, Yago Pikachu fez a sua estreia com a camisa azulina, e diante da inconsistência do grego Panagiots na partida, atuou como meia armador.


Não demorou muito para o jogador paraense mostrar por qual motivo é aquele com maior qualidade técnica do elenco: bons domínios, condução de bola segura e acerto na maioria dos passes. Aos 32 minutos do segundo tempo, Pikachu mostrou mais uma qualidade: o ótimo posicionamento para completar a jogada de Alef Manga e Eduardo Melo. O Choque do Trovão, ataque mais famoso do Pokémon elétrico, aconteceu na estreia em pleno Estádio Olímpico, inflamando o torcedor com o gol e conduzindo o Remo à vitória.


Na arquibancada, crianças animadas cantavam o nome do jogador, e no dia seguinte ele foi visto autografando cadernos de alunos na Região Metropolitana de Belém. Pikachu parece reacender um sentimento saudosista de idolatria no Clube do Remo (que não tem do que reclamar no quesito recentemente), mas ao mesmo tempo, acende um sinal amarelo no Baenão.


Por mais técnico que seja, além de identificado com o torcedor paraense, o Clube do Remo não poderá viver apenas de Yago Pikachu ao longo da temporada. É necessário para o Clube que o protagonismo desse elenco seja dividido com mais uma ou duas peças. Em um primeiro momento, torcedores podem achar que é desmerecer a qualidade do atleta, desconfiar que entregará o quanto foi prometido, e na verdade não. Trata-se de reforçar o setor de armação e liberar Pikachu para entregar o que soube fazer de melhor ao longo da carreira: apoio pela direita.

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